Outras Notícias

Paz, justiça e progresso social

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No passado dia 18 de Fevereiro, na sede da CGTP-IN, uma delegação da Direção Nacional do CPPC ( Ilda Figueiredo, Filipe Ferreira, Carlos Carvalho e Joaquim Mesquita) reuniu com uma delegação da CGTP-IN que incluiu a Secretária-Geral, Isabel Camarinha, e o responsável pela área internacional, João Barreiros. Na reunião trataram-se diversos aspetos da intervenção convergente e conjunta nas áreas da paz e da solidariedade, tendo sido dado particular destaque à preparação do Encontro pela Paz, a realizar no próximo dia 5 de Junho, em Setúbal, tendo por lema " Pela Paz todos não somos demais", promovido por 12 organizações e entidades, entre as quais o CPPC e a CGTP-IN.
Como se salientou na reunião, a paz é essencial para que haja desenvolvimento e progresso social, sendo também certo que só haverá paz no respeito pelos direitos dos trabalhadores e das populações, com garantia de emprego com salários dignos e plena satisfação das funções sociais do estado, através de serviços públicos essenciais dando as respostas necessárias em áreas como saúde, educação, habitação, segurança social e cultura.
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Os avanços científicos têm de ser colocados ao serviço da Humanidade

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A descoberta, em menos de um ano, de vacinas para a COVID-19 é uma demonstração cabal do avanço científico e técnico que marca o nosso tempo, tão mais relevante quanto os especialistas garantem que a vacinação massiva da população é a medida mais importante para superar a atual situação pandémica e salvar milhões de vidas.
Acontece que a distribuição de vacinas é tudo menos equitativa. Países economicamente mais desenvolvidos põem em risco uma distribuição equitativa das vacinas, privando os povos dos países mais pobres deste importante instrumento de saúde pública. Ao mesmo tempo que a vacinação já se iniciou e se desenvolve rapidamente em alguns países, muitos outros não receberam nenhuma vacina. Esta atitude contrasta com aquela que foi assumida pela Rússia, China e Cuba, que já manifestaram a intenção de distribuir as suas vacinas pelos países mais pobres da América Latina, África e Ásia.
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Plataforma Pela Paz e Desarmamento

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A Plataforma para a Paz e o Desarmamento nasceu em fevereiro de 2018 pela necessidade de um conjunto de organizações e associações juvenis, estudantis, de movimentos pela Paz e contra a Guerra afirmarem os direitos da liberdade, da cooperação entre os povos, da auto determinação.
Assim, esta Plataforma defende o fim da guerra, assume os valores da paz, da solidariedade, de transformação social. Defende o fim das armas nucleares e de destruição massiva, do desarmamento geral e simultâneo, da resolução pacífica de conflitos, o respeito pela soberania dos povos, como o determina a Carta das Nações Unidas e a Constituição da República Portuguesa.
Esta Plataforma é responsável por várias iniciativas em torno da paz e da consciencialização da juventude, entre elas o Acampamento pela Paz, Acampamento este que visa juntar vários jovens a nível nacional com o mesmo objetivo – a promoção da Paz no mundo.

4 de Fevereiro de 1961 | Início da luta pela independência das antigas colónias portuguesas

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A 4 de Fevereiro de 1961, há precisamente 60 anos, iniciou-se em Angola a luta pela independência do domínio colonial português. Nos anos seguintes, foi a vez dos povos da Guiné-Bissau e Moçambique se lançarem à conquista do seu futuro soberano e independente. A resposta da ditadura fascista é conhecida: a imposição de guerras coloniais, massacres, repressão, que se abateu também sobre todos quantos, em Portugal, exigiam a paz e a liberdade para os povos africanos.
Nesse duro mas exaltante combate, os povos das antigas colónias portuguesas não estiveram sós, contando sempre com a solidariedade do movimento da paz português, que se prolongou muito para lá das independências, nos momentos mais duros da ingerência e da desestabilização externas, e prossegue hoje, nas lutas pelo progresso, a justiça social e a soberania. A Constituição da República Portuguesa, obra desse Abril comum, fixou em novos moldes a relação entre Portugal e os países africanos de expressão portuguesa – Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe – como entre países iguais e soberanos, referindo, no seu artigo 7º, que Portugal mantém laços privilegiados de amizade e cooperação com os países de língua portuguesa.
Ao recordar o 4 de Fevereiro de 1961, o Conselho Português para a Paz e Cooperação evoca os povos que, como um só, exigiram e conquistaram a sua independência e, assim, contribuíram para o derrube do fascismo e do colonialismo portugueses, lembra lutas comuns e exalta uma mesma aspiração à paz, à solidariedade e à cooperação.
A Direção Nacional do CPPC
4 de Fevereiro de 2021