Animado Almoço da Paz no Porto


No passado dia 22 de Janeiro, no Porto, nas instalações da UPP, no Porto, organizada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), decorreu uma importante e muita participada sessão sobre a situação atual na Venezuela, com a embaixadora da Venezuela em Portugal, Mary Flores, o professor universitário Rui Pereira e em representação do Conselho Português para a Paz e a Cooperação a presidente da DN, Ilda Figueiredo. A excelente participação, de cerca de 100 pessoas, implicou a distribuição por duas salas, transmitida on-line. Nas intervenções iniciais e nas que se seguiram de diversos participantes, designadamente alguns que foram à Venezuela, e estiveram presentes em Caracas aquando da recente posse do presidente eleito Nicolás Maduro, foram dadas significativas informações e testemunhos sobre a realidade da Venezuela, da evolução da revolução Bolivariana iniciada por Hugo Chaves, das profundas transformações e progresso social, apesar do boicote de EUA e seus apoiantes. Todos salientaram o grande apoio popular e a alegria que se viveu na Venezuela com o presidente Nicolás Maduro e a revolução bolivariana. A sessão terminou com a reafirmação da solidariedade ao povo venezuelano, ao seu presidente e à Revolução Bolivariana.

O Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC) saúda o cessar-fogo acordado entre a resistência palestiniana e Israel que, embora com carácter limitado, representa um alívio no sofrimento do povo palestiniano causado pela brutal agressão israelita e pelo que este possibilita de acesso à urgente ajuda humanitária por parte da população palestiniana da Faixa de Gaza, em que se contam milhares e milhares de crianças.
No entanto, o acordo não apaga que ao longo dos últimos 15 meses, Israel assassinou cerca de 50 mil palestinianos e feriu mais de 100 mil, existindo mais de 10 mil desaparecidos, entre os quais milhares de crianças; destruiu o sistema de saúde da Faixa de Gaza e a generalidade das infraestruturas, arrasou bairros, abrigos e outras instalações das Nações Unidas, escolas, edifícios religiosos, impediu a entrada de ajuda humanitária (medicamentos, equipamento médico, alimentos, combustíveis).
Este acordo, ainda que limitado, é resultado da heroica resistência do povo palestiniano e da ampla solidariedade que se desenvolveu por todo o mundo, incluindo em Portugal, contra os crimes de Israel, cometidos com o apoio cúmplice dos EUA, do Reino Unido, da União Europeia e da NATO.
São muitos milhões os que exigem o fim do genocídio, a concretização dos direitos nacionais do povo palestiniano consagrados em múltiplas resoluções das Nações Unidas e há décadas consecutivamente desrespeitados, a paz no Médio Oriente.
É essa solidariedade que terá de continuar, para que o cessar-fogo seja permanente, para que a ajuda humanitária não cesse de fluir, para que Israel deixe de atacar a Cisjordânia e Jerusalém Leste, para que as tropas israelitas efetivamente retirem totalmente da Faixa de Gaza, para que as infraestruturas sejam reconstruídas naquele martirizado território palestiniano, para que os prisioneiros israelitas e palestinianos sejam libertados.
Como o CPPC sempre afirmou, e hoje reafirma, uma paz justa e duradoura só será possível quando for criado o Estado da Palestina, nas fronteiras anteriores a 1967, com capital em Jerusalém Oriental e o respeito pelo direito de retorno dos refugiados palestinianos – o que passa pelo fim da ocupação e opressão, das prisões arbitrárias, das expulsões das populações e famílias palestinianas das suas casas e terras, dos colonatos, dos postos de controlo militar e do Muro de Separação.
Continuemos a solidariedade com o povo palestiniano e a afirmar a exigência:
Cessar-fogo permanente!
Pleno e incondicional acesso à ajuda humanitária!
Criação do Estado da Palestina!
A Direção Nacional do CPPC
21-01-2025
